e agora, depois de estar ciente de tudo o que me veio a cabeça, lembrando que ainda faltavam muitas, me veo tão sem perpectiva quanto aquela pedra que um dia passou por mim. Você entende que tudo são reações quimicas, que tudo é tão insignificante e futil quanto a novela que assistem. Você, mesmo vendo diversas formas de capre diem, de arcadismo, de sentimentos(quimica, pura quimica) e vê que a sua frente está limitada a um mundo onde o amor é uma fachada para a perpetuidade da espécie, tudo faz sentido, menos sua vida. O ser livre agora chega finalmente, muitos procuram a liberdade, mas todos a encontram. Essa liberdade é a morte, a morte de toda a responsabilidade, de toda a pressão, de toda a inveja e de toda a hipocrisia. nesse momento todos somos sinceros, mas tão sinceros quanto o que não pensa, você pensa em todos, porque você não existe mais. não existe o eu, o eu não existe. Este é o momento do suicidio. não existe o eu. e nunca mais existirá, espero. O suicidio do ego está acima do forte ou do fraco, acima do bem e do mal, acima de tudo, é tudo ao mesmo tempo, pois está no apice desses antagonios, a dualidade é apenas um, apenas o todo, o conjunto, e agora, finalmente tenho a real idéia de um Deus, o conjunto, o conjunto, o conjunto.
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