terça-feira, 28 de julho de 2009

Capítulo 3 - O Antropocentrismo

Um animal, normalmente, coopera entre os demais do seu clã, isso é certo. É certo também que os animais não racionais não compreendem os diversos outros grupos que existem, nem têm como ajudarem esses outros. Mas nós seres humanos compreendemos isso, através do aprendizado, do acumulo de aprendizado que hoje estou escrevendo em algo com partes de arvore, oleo, metal e areia talvez, algum liquido ainda desconhecido por essa alma tão ignorante, mas que se atreve a mediar uma interpretação do que está ai, está aqui e aculá. Então, a cooperação deveria ser algo natural do ser humano, infelizmente, há na verdade, um antropocentrismo, não há apenas mais um sentimento de preservação da raça, mas há apenas isso entre outros tipos de antropocentrismo, como se uma defesa natural diferente fosse nos tornar melhores animais que aqueles que têm caninos desenvolvidos, chifres ou garras. Diria que na verdade um egocentrismo que para demonstrar certa divergencia do egoismo, tende para o antropocentrismo, divide o
centrismo com os semelhantes, mesmo que, na maioria das vezes, apenas com os do mesmo clã, tribo, classe ou alguma outra classificação. O que acho de mais hipócrita no homem é que se baseiam no quanto racional alguém é, e esses mesmos apoiam e glorificam aqueles que acasalam mais, aqueles que dominam mais e aqueles que demonstram mais força, um detalhe importantissimo para o ultimo item, como já disseram antes de mim, estamos aqui sentados em poltronas e cadeiras confortavéis, usando este artefato complexo e útil divulgando conjunto de itens de comunicação porque somos fracos, pois se vencessemos pela força, seriamos como o tigre, como o leão entre outros animais que conseguem sobreviver por serem fortes, nós como não somos fortes por natureza, em nossa fraqueza nos adaptamos para sobreviver, criamos certos utencilios como facas, toxas e roupas, que hoje, com a evolução da comunicação e da possibilidade de armazenamento e acumulo de conhecimento, graças a nossa fraqueza, estamos aqui. Lembrando isso, podemos percerber o
quão hipócrita é o que se mostra forte, dominante e antropocentrista. Claro que com a nossa inteligencia criamos facilidades para nós, mas será que realmente somos tão superiores ao ponto de desconsiderar a evolução dos companheiros de mundo, ao ponto de não se importar com o que acontece com alguma espécie? Será que realmente podemos pensar tão antropocentricamente que impedimos e limitamos a evolução de mais de 3 bilhões de anos de diversas espécies colocando-as em um habitat onde fica dependente do ser humano? Eu não sei, são perguntas vagas e de diferentes formas de se responder, mas acho que talvez devessemos considerar que as outras espécies têm diferentes adaptações, lembremos que as plantas também evoluiram da mesma molecula de proteina, segundo a teoria evolucionista, que é uma das evidenciações humanas, que expõe uma possibilidade, e sendo possivel, devemos considera-lá, assim como a outras ciencias.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Capítulo 2 - A renúncia

A renuncia do eu, a renuncia das vontades, dos prazeres, dos instintos, a renuncia nada mais é que ser humano, em desenvolver e praticar nosso diferencial do resto dos animais, a racionalidade. Se analisarmos, a maioria dos animais, incluindo os humanos, têm um instinto de dominancia, esse instinto serve para que as fêmeas de uma espécie escolham um parceiro para reproduzir, o que poderam protege-la, e aos filhos. Isso é ainda irracional, assim como a beleza, a beleza é definida pelo padrão que temos, em uma sociedade como a nossa, é facilmente influenciada pela midia, sendo a mesma, ditadora de padrões de beleza. Mas ainda temos nossos rostos familiares, o nosso padrão normalmente é de acordo com a fisionomia e personalidade comum para nós. Instinto. A atração fisica, a necessidade sexual, na verdade são apenas instintos de preservação da raça, passar os genes em diante. Isntinto. Somos ainda animais, seguimos nossos instintos, apesar da ilusão da sociedade e seus valores. Então analisando isso, podemos nos dar conta do porquê de muitas coisas, o porquê de muitos ligarem pro bem material, eles precisam demonstrar dominancia, superioridade. Instinto. O porquê de muitas optarem pelo musculoso, pois além da mobilidade do quadril, é a proteção, que, convenhamos, no mundo comtemporaneo, na nossa sociedade, não precisamos mais nos defender como na pré-história. A beleza também se inclue nesse pacote de superioridade, pois é mais um modo de comparação, além da questão do amor eros, o amor aparente. Agora, conscientizando-se de toda nossa irracionalidade, discutamos a vontade, a vontade nada mais é que a pratica de nossos valores e principios, do que aprendemos ser bom ou ruim, ser bem ou ser mal, que foi nos passada por todas as exposições de valores anteriores a formação da nossa opinião, ou seja, nossa opinião é apenas a influencia de diversos valores, na maioria das vezes. Então, agora que vemos o quão animais somos, poderiamos então raciocinar sobre o mundo, tentando não levar para o aspecto instintivo. A renuncia então pode vir mais fácil, não parece mais absurdo, pois agora você entende que não há realmente o certo e o errado, o bem e o mal, são apenas interpretações, interpretações essas que na maioria das vezes são apenas reflexos do reflexo que nossos entes foram, que os entes que nossos companheiros de mundo foram, e que raramente são reanalisadas.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Capítulo 1 - Altruismo

É interessante como a maioria de nós brasileiros, crescemos naquela tal lei de gerson, naquele pensamento de levar vantagem em tudo, não importa se precisar passar por cima de alguém, aquele egoismo, egocentrismo ganho graças ao antropocentrismo da religião mais influente de nosso país. Mas depois de um período de exageros, pensando aquele ser realmente o melhor jeito de se aproveitar a vida, percebi a relevância de ajudar aos outros, percebi que se for pra aproveitar a vida, que seja ajudando aos outros, pois melhor que ajudar apenas uma pessoa, no caso nós, é ajudar inúmeras, sem pedir nada em troca, pois já deixaria de ser altruísmo e seria trabalho, e o trabalho é algo egocentrista pois pensamos primeiro no que eu ganho com isso, não no que o próximo ganha, ou os próximos, subiríamos o número de ajudados de um para infinitos, definido apenas pela finitude de nossas vidas, o Bodhisattva, a renuncia do eu para o bem do outrem. O amor ágape, o amor espiritual é na verdade esse altruísmo. Na verdade é a aplicação do amor para todos, para o todo. Se definirmos amor, algo difícil de definir, mas se tentassemos, poderiamos chegar a dois significados, a consideração, pois consideramos alguém como um todo, não em partes, e a generosidade, quando amamos alguém, somos generoso para com o outro. Então, o altruismo, nada mais é que amar, e já que uma das definições de Deus é amor, nada mais divino que ser altruista, que amar a todos e o todo.

Introdução

Uma jornada infinita, onde a vida determina sua finitude.
Uma busca por conhecimento espiritual, para mim, não é algo narcisista ou egoista, pois essas caracteristicas são deixadas de lado quando se trata de espiritualidade, o mundo material já não interessa mais, o único objetivo dessa jornada finita é aprender algo mais, seja por alguém, ou por filosofar, mas que aprendamos.Esta jornada está divida em capitulos, de acordo com os acontecimentos anteriores.