É interessante como a maioria de nós brasileiros, crescemos naquela tal lei de gerson, naquele pensamento de levar vantagem em tudo, não importa se precisar passar por cima de alguém, aquele egoismo, egocentrismo ganho graças ao antropocentrismo da religião mais influente de nosso país. Mas depois de um período de exageros, pensando aquele ser realmente o melhor jeito de se aproveitar a vida, percebi a relevância de ajudar aos outros, percebi que se for pra aproveitar a vida, que seja ajudando aos outros, pois melhor que ajudar apenas uma pessoa, no caso nós, é ajudar inúmeras, sem pedir nada em troca, pois já deixaria de ser altruísmo e seria trabalho, e o trabalho é algo egocentrista pois pensamos primeiro no que eu ganho com isso, não no que o próximo ganha, ou os próximos, subiríamos o número de ajudados de um para infinitos, definido apenas pela finitude de nossas vidas, o Bodhisattva, a renuncia do eu para o bem do outrem. O amor ágape, o amor espiritual é na verdade esse altruísmo. Na verdade é a aplicação do amor para todos, para o todo. Se definirmos amor, algo difícil de definir, mas se tentassemos, poderiamos chegar a dois significados, a consideração, pois consideramos alguém como um todo, não em partes, e a generosidade, quando amamos alguém, somos generoso para com o outro. Então, o altruismo, nada mais é que amar, e já que uma das definições de Deus é amor, nada mais divino que ser altruista, que amar a todos e o todo.
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